Suas ações não são controladas por uma pessoa diante do teclado, mas por um computador. Edd é o resultado de uma experiência de inteligência artificial conduzida pelos pesquisadores do Rensselaer Polytechnic Institute, no Estado de Nova York, Estados Unidos. Por conta disso, ele é capaz de conversar e interagir com usuários de carne e osso.
Mas Edd não passeia sozinho pelo metaverso. O robô só circula onde os pesquisadores o colocam para teste. Edd é capaz de responder a perguntas simples em inglês desde que estas tenham sido previamente convertidas à lógica matemática.
Muito mais do que um mero ambiente de interação social e lazer, o estudo indica que o SL também pode ser o lugar ideal para pesquisas na área de inteligência artificial. "Esta é uma forma econômica de testarmos nossa tecnologia", diz Selmer Bringsjord, diretor do laboratório de inteligência artificial do Rensselaer Polytechnic Institute.
Bringsjord vê Edd como o precursor de criações mais sofisticadas e capazes de interagir com pessoas em projeções tridimensionais, como estações de metrô e ruas. Para o pesquisador, hologramas podem ser usados no treinamento de equipes de emergência ou na solução de mistérios.
O mundo virtual atrai os pesquisadores de inteligência artificial porque, em parte, ele é mais fácil de controlar do que ambientes reais.
Bringsjord explica que todo o trabalho de desenvolvimento intelectual de Edd foi feito nos computadores do Rensselaer Polytechnic Institute e que as operações não sobrecarregaram os servidores da Linden Lab, empresa responsável pelo SL. Em breve, os cálculos passarão a ser executados por um supercomputador do instituto com o apoio da IBM, co-patrocinadora da pesquisa.
John Lester, gerente de operações da Linden Lab, diz que a empresa vê a iniciativa como uma "oportunidade fascinante" para o desenvolvimento da inteligência artificial. "Creio que o futuro será quando as pessoas deixarem esses avatares controlados por inteligência artificial livres no SL", explica. Para especialistas, essa independência não será para breve.
"A maior barreira é fazer com que os computadores entendam conceitos subjetivos da língua", lembra Jeremy Bailenson, diretor do departamento de interação humana virtual da Universidade de Stanford.
Fonte Estadão
1 comment:
Realmente muy interesante. Gracias Anna por escribir estas noticias. Con mucho cariño (Luis Obscure)
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